Por pastos infindáveis, de partes inacabáveis de plantas inexequíveis, de prantos incuráveis. A passos e trespasses, a caminhos involúveis e rochas em ebulição. Qualquer ser que se afaste, que as lâminas das solas surgem sem aviso e sem preceito. São mãos, estes pés, porque moldam o chão em que pisam. São moles estas fés porque se esgueiram entre os conceitos em que se fiavam. São todos os ritmos, marcados por todos os vinte dedos e mais uns, são tordos os cantos e turvos os recantos do olhar que não chega nunca a vislumbrar o percurso que vamos percorrer. São flores, meu senhor... que pisamos para dar caminho a novas plantações. Mais férteis? ou apenas diferentes... talvez.
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domingo, 15 de fevereiro de 2009
Compassos de passos
Por pastos infindáveis, de partes inacabáveis de plantas inexequíveis, de prantos incuráveis. A passos e trespasses, a caminhos involúveis e rochas em ebulição. Qualquer ser que se afaste, que as lâminas das solas surgem sem aviso e sem preceito. São mãos, estes pés, porque moldam o chão em que pisam. São moles estas fés porque se esgueiram entre os conceitos em que se fiavam. São todos os ritmos, marcados por todos os vinte dedos e mais uns, são tordos os cantos e turvos os recantos do olhar que não chega nunca a vislumbrar o percurso que vamos percorrer. São flores, meu senhor... que pisamos para dar caminho a novas plantações. Mais férteis? ou apenas diferentes... talvez.sábado, 27 de dezembro de 2008
Conversas de piedeiro

Entre pernas cruzadas pelo frio, casacos dobrados sobre o peito, uma nesga de um sorriso trespassando os ganchos no cabelo... Sussurram vozes intrémulas por ente pequenos temas sem tréguas à vista. Restituem-se velhos valores, sentençam-se velhos clamores. Vivemos pela despedida, mas também por um restolhar que nos traz de volta o lenço amarrotado aos dedos do aceno. Assobiam-se temas perdidos entre linhas de falas translúcidas e torcidas por entre recolecções mal entendidas. Desenham-se prateleiras no ar enquantos se aquecem as mãos no bafo alheio. Sossegam-se as folhas sob a luz do apiedeiro. Cessa o vento que traz o combóio. Lá vem de novo a luz erguida no escuro que daqui nos partirá para mais um dia separado... da noite.
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