correr? Abordar as novas ruas que novas pedras se esfalfaram para cobrir. E ainda asism a chuva as levanta. Ainda assim os gritos da rua as manquam. Ainda assim escorrem em dilúvios os pregões e os pregos dos que ficaram, de tanto pregar, roucos. Ranças as gargantas dos que desistiram de ofegar. Ofegantes aquelas que ainda não requebraram. Sob o peso dos paus, dos maus e dos pregados. Sob o medo dos jurados, os calados e os afónicos inveterados. São os passos de quem jubila os que pior são ouvidos, mas mais doce o seu som. São chiados os que repatriam os sonhos destinos, mas mais apagados no seu miar. São criados os que servem e os que com eles crescem, mas mais deleitados no seu guinar. Ouvem-se vozes doutras fronteiras para a nossa apagar.
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quinta-feira, 17 de março de 2011
Criar, armar, ...
correr? Abordar as novas ruas que novas pedras se esfalfaram para cobrir. E ainda asism a chuva as levanta. Ainda assim os gritos da rua as manquam. Ainda assim escorrem em dilúvios os pregões e os pregos dos que ficaram, de tanto pregar, roucos. Ranças as gargantas dos que desistiram de ofegar. Ofegantes aquelas que ainda não requebraram. Sob o peso dos paus, dos maus e dos pregados. Sob o medo dos jurados, os calados e os afónicos inveterados. São os passos de quem jubila os que pior são ouvidos, mas mais doce o seu som. São chiados os que repatriam os sonhos destinos, mas mais apagados no seu miar. São criados os que servem e os que com eles crescem, mas mais deleitados no seu guinar. Ouvem-se vozes doutras fronteiras para a nossa apagar.
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Falta de visão
de revisão ou de sensatez. Tempos passados em embriaguez de ego remoído e sempre convencido da sua singularidade universal. São tempos de reveria, de truques e magia. Escapismo e campismo nas cabeças dos outros, de músicas que passam e se deixam guiar por ondas enredadas em casulo amarrados à cabeça. Para que mais nada entre. Que nenhuma outra ideia nos visite. Que nenhum calafrio nos percorra as costas, que nada deixámos que não mereciam ser deixado. nenhuma confissão vale tanto como uma nova perturbação. Mas turvas são as visões que nos passam pelo seio, pelo pescoço e por baixo da consciência notória. Mente o terjeito do pescoço, que aquiesce à sobriedade e se verga num contemplar de um novo dilema. Se só nós estamos presentes, quem nos adulará?
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Rambinos
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Sonante
embriaguez, retardante de descontantamento e passante no tempo que despende. Serão ventos e chuvas que magoam as travessas que percorremos. Serão antes o nossos passos que repetem as ruas que não devem, trespassando ao sinal, vede, as muralhas que se lhes impõem. Repartidas entre cubículos e cubículas regradas, mesmo que desalinhadas no tempo. De postura perdem a frieza, da rotura adquirem vivacidade.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Deixem-me
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Tournée talhantes
Esquartejada a concentração de espécies, de ideias formuladas a cem graus, disparadas por elevadores a tracção dupla, para ser servida à mesa de que apenas vem degustar. Trememdos, o imposto sobre tão tenro corpo. Devendo a resposta de tão jovem garganta. Perco a voz por vos recontar demasiadas vezes o fio. De mente. De carpideira pofissional que se deixou de gastar lágrimas em paredes sem reboco. Retronco. Gabronco. Padonco sem trompo nem chistena. São opções, são intrusõs e perseguições sobre quem há muito se apercebeu da parvidade de correr.
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Programas irrepreensíveis
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
Justiças enfraquecidas
Olhares evitados. Sacos de ideias feitas e promessas por cumprir. Uma vontade, soberba, de superar aquilo que poderíamos ser. Ouvem-nos quem nos precisa de ouvir. Prescrutam-nos se nos podemos sentar. Procura-nos quem nos precisa. Melhor. Servidas estão as entradas e as neves imaginárias. Surtidas foram as regalias presas no canto do olho. Compridas se tornaram as grilhetas que se penduram pelo ouvido, longas se tornaram as histórias contadas no frio. Silêncio. silêncio... que nunca mais se recontará o acto.quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
apetrechos

Desses, que nos assolam por novos os pulsos. Esses, que nos prendem o pêlo à testa, que nos trespassam o ouvido. São loucos, os laços que as conversas dão. Retortos os nós nas gargantas de quem se senta longe da lareira. Remam-se em contra-marés, puxam-se almofadas esoncidas. Sentam-se projectos e repartem-se as tarefas de levar, uma a uma, a loiça para as máquinas engolfadas na sala do lado. Cozinham-se vizinhanças e novos nomes. Congeminam-se sabores esquecidos, refastela-se no vinho trazido. Pede-se mais um chá, para que a conversa continue. pede-se mais uma vez a mesma música, para que o calor não se perca. Dão-se passos de dança embrulhados em listras prateadas, pequenos dissabores em pratos de porcelana. Oferece-se para a troca histórias. Contos de botões reivindicativos.
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
minutos
de des.compensação. de des.compressão. des.contracção... São di.minutos os que correm na aresta mais longínqua da memória estirada, são tantos os di.tados, estendidos no covil de folhas de papel. Amarelo por natureza, reciclado por imagens reitradas e prostradas doutros lugares. São abstractos os lugares e os sítios por onde se de.ambula, são atordoados os momentos que já nem se fala com alguém frente a frente. Caras estampadas num fundo de energias recalcadas, que nem passos noutras estradas. Essa deduzem-se que já não existem. Essas deformam-se sob os pés. São imperfeitas as caleiras onde corre água verdadeira, que não se tem de sujar para parecer real. Que não se tem de avisar que foi tocada para que reaja. Não tem dor. Ao menos nisso é real.domingo, 23 de novembro de 2008
domingo, 16 de novembro de 2008
Furo em furo
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
domingo, 2 de novembro de 2008
Escondido
A um canto, temendo a vontade de saír pela janela fora, pegar no cachecol e no par de meias de lã e dizer que não teria frio, estava a loucura que espreita á esquina de Novembro.Terríveis dias de luz fugidia, que também ela temia o sopro invernal que gela as ideias sob o capacete russo de cabeleira fina. São noite os dias e noites as noites e frios os gesto e tremidos os sentdos de palavras perdidas no abafo tricotado de conceitos gelados e pontas de nariz pingantes. São tremendas as forças que impedem o passo, que gelam o compasso num tempo recortado em frieira. São tontas as feiras sem delineamento em papel, cada vez mais longo o momento entre o piscar do olho e o levantar da pálpebra, gorda de sono, endurecida pela escuridão e a malícia de um sopro friozinho, tremidinho, sacaninha...
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