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quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Loreto-ay... ey





Em segredos de parafina, seguindo o toque de companhias antigas, um corredor de ideias moldadas, impresso. Esse o modelo que se profere, esse o momento que se distingue. Um ovo ou mais, um passo a menos, um tilintar e um sussurro desbatido. São imagens de um castanho que não se consome. Uma superfície que apenas se toca com o deslizar oleado de quem conhece há dois séculos o rumo dos pequenos modos.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Ventos benditos esses

Que me levam ao de leve por entre as figueiras e os malmequeres, por entre bandeiras despregadas e fartas cabeleiras. São gedelhentos s ventos que me sopram em direções indeterminadas. Parti o leme, deixei de temer o percurso racional. São minhas as ideias, meus os dedos e meu o toque que o apazigua. São totos os caminhos de ar quente e fracas as esperanças de voltar. São todos os que me viram e outros tantos que surtiram o efeito de uma passagem... ao de leve.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

pac perdue

e paz na terra... por favor...

domingo, 12 de abril de 2009

Conversas de Alzheimer XX

- Diz-se por aí que andará à solta um monstro horrendo com um afome atroz por menores desdentados, que se esconde por entre os arbustos afiando os dentes... aguardando... Parcee que a única coisa capaz de deter tamanha fome insaciável é chocolate... de leite!

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Conversas de Alzheimer XIX

- Li no outro dia que certos indivíduos são capazes de prever qualquer acto que possamos vir a fazer na vida, qualquer escolha, mesmo que a nós nos pareça aleatória, apenas pelos pontos em que olhamos numa folha de papel!

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

coisas de pêlos

Coisas de lendas, de mitos e boatos; de diz que foi e diz que foi assim. E de perguntar se se tem a certeza e de se responder que sim, embora não se saiba de todo nem mais nada do que aquilo que se ouviu alguém dizer. Diz que sim e abana a cabeça, diz que sabe e que o deve ter lido nalgum lugar. Que se acredite, que se foi viajado em seu tempo e se deixe acreditar nalgo que, noutro lugar qualquer se derramaria por terra porque o que se diz, mesmo quando não se conhece quem o disse, nem sempre se escreve. E quando se escreve mais razão é para não se acreditar no que se está a ler.
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Mariana Perry