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terça-feira, 10 de março de 2009

Perspectivas torcidas

Deturpadas, alteradas e retorcidas. Sentas porque não se levantam, constipando o corpo que seduz uma fronte fria. Ventos para que vos quero, brisas frias de meu coração não me abandonem agora, nesta hora de meu maior calor. Rogo pelos momentos de lucidez que me fixam os pés ao chão. São tantos os tormentos de quem tem uma febre à espera no rodapé da ventoinha. Deuses do lar, confiem-me a vossa saúde.

domingo, 8 de março de 2009

Crónicas de Claras de Ovo II


A vida tem demasiadas consequências...

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Programas irrepreensíveis


Já por várias vezes me perguntaram que programa preferia...
- Um que funcionasse por telepatia seria bom.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

sonos abafados

In labor est virtus, in castus est veritas, in memoriam est deum.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Sorvendo fumos

Em copos de veneno liofilizado e rehidratado, são pequenas as partículas precipitadas. Estranhas as gotículas que se amontoam do outo lado do vidro, aqui tão longe, estranhas porque não as toco. da mesma maneira que deixo de ouvir as vozes que me entram pela raiz dos cabelos e se alojam ao fundo do pescoço, ali, onde a nuca de depara com uma tremenda falta de etiqueta à imagem da língua que ressente uma falta de chá que não convém a uma senhora de calibre 12.6... Não que conheça nenhuma... ou talvez seja essa quem se ouve quando a cabeça gira em parafuso até ao calor abafador da fronha que nos emoldura o perfil num mar de pintas e riquinhas e, quem sabe, florzinhas, porque não? aos pés, uma moldura barroca de lenços assoados assentes sobre o soalho que há muito deixou as pretensões de aprender a voar. Boa noite, meus caros, que o dia ameaça...

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Na fossa...

... nasal. Que outra mais para nos fazer a vista turva, o coração bater e ressoar pela memória perdida, os dedos tremidos num lenço que não lhes agarra o temor. De mais um espirro. Não, outro não. Pronto, siga...

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Cuspo e delas


Esgrafito sob um teclado partilhado por turnos, sob pensamentos paralelos, percursos intocáveis e um olhar atento que tudo vê, tudo enxerga.
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Mariana Perry