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segunda-feira, 11 de abril de 2011
quinta-feira, 17 de março de 2011
Criar, armar, ...
correr? Abordar as novas ruas que novas pedras se esfalfaram para cobrir. E ainda asism a chuva as levanta. Ainda assim os gritos da rua as manquam. Ainda assim escorrem em dilúvios os pregões e os pregos dos que ficaram, de tanto pregar, roucos. Ranças as gargantas dos que desistiram de ofegar. Ofegantes aquelas que ainda não requebraram. Sob o peso dos paus, dos maus e dos pregados. Sob o medo dos jurados, os calados e os afónicos inveterados. São os passos de quem jubila os que pior são ouvidos, mas mais doce o seu som. São chiados os que repatriam os sonhos destinos, mas mais apagados no seu miar. São criados os que servem e os que com eles crescem, mas mais deleitados no seu guinar. Ouvem-se vozes doutras fronteiras para a nossa apagar.
sexta-feira, 11 de março de 2011
A quem se dão
os limões... as gotas ásperas e as reticências diásporas, a quem se suspiram os doces desejos de quem não esquece? Padecem os que não sonham, os que deixaram de ver para além do vidro. Morrem de frio as ideias que já não dão a ver o suspiro de um enternecer. São looucas as folhas que não são escritas, irrequietas as unhas que já não as pintam. Entorpecem as pálpebras, não pela hora, nem pelo sono, mas pelo morar de um desejo. Pelo passear de um fraquejo que apenas ao relento se expõe. São luzes nas telhas. São brilhos no olho do vizinho, o que acorda o dia e deita a tarde sob um manto de sons que se erguerão depois. muito depois. muito mais tarde. ou demasiado cedo. venha o limão e a escolha.
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Converter

a ira... em algo palpável, adicionável, convertível e revertível em pequenos sinónimos de angústia. Máscara dócil de um temer que não nos larga a orelha, que se pendura e repreende a cada esquina na conversa... que ela não vire. Acima de tudo que ela não revire os olhos e aprenda de uma vez, por todas as outras que ficaram sentadas na esquina, às espera que algo mude por elas. Que se aprenda a sorrir, a largar e rir para cima. Porque sim, meus lindos, porque sim, amiguinhos. Cunhem a vossa dissonância num suave ensorrisar. Riam-se e deixem de lutar... por algo que não vingará.
imagem original para Revista Inútil #01-2009
domingo, 5 de setembro de 2010
Des pentear
engrenhar, na varanda de outrora, no sonho que não se refez de ter acordado, sonhado uma vez por outro canto que não esse que se pendura dengoso na linha de molas em vertigem contínua da varanda. Do vizinho, os soluços. Soluções e dissuasividades deixadas por debaixo da porta, de esgueira, de timidez intimidade pelo crescer penoso de mais uma insipiência. Que demorem a crescer. Que se mantenham pequenos e alheios. Ressoarão sempre as ideias novas doutra garganta, as sibiliantes de outro bolço. Baloiço imparável, sem controle nem afinidade. Louco pela prisão que o retém e devolve sempre para trás de onde espreita, mais uma vez. O horizonte. A camélia dessas línguas estrangeiras. O pé de fiandeira para sempre amarrada ao seu fuso horário.imagem original para Revista Inútil #01-2009
sábado, 4 de setembro de 2010
Enlevadas
e enluvadas, descaracterizadas por uma fachada que já não se ergue. Herege dissimulado em terra de crente, somente dizendo o que pode ser inspirado. Suspirado em ventos, retorcendo lamentos de um capuz que já não cabe, um capum que já não serve, um capim que já não deixa escorregar.O pé sem maneio, sem rastreio nem percurso, um discurso que já nem a si vale nem a si mente, perde o regente a palavra e o maneio, o trejeito e o refreio. São gritos na luz do dia, esquecidos entre os pios demais fortes, demais contentes, de mais gente. Úteis, desfeitos. Finitos, perfeitos. esperados, talvez. retirados de novo. depostos de vez.
imagem original para Revista Inútil #01-2009
imagem original para Revista Inútil #01-2009
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Sono
plastia, sono plástica, somos moles e maleáveis. Deixamos de poder escutar para prescrutar os dilemas dos outros em detrimento do que nos apetece ouvir. Prescrevendo mezinhas sem remedeio, destinando alaridos sem refreio nem conquista. Somos reis, contornáveis cabeças douradas, de esquecido valor merecido ou acumulado. Esquecem-se os novos actos pela grandeza dos que nos depuseram torneio. Medeia-se as películas que nos prendem os tornozelos, olhamos de novo e já dele não nos lembramos. Levantámos vôo, porque quando somos esquecidos perdemos o peso da credibilidade.imagem original para Revista Inútil #01-2009
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Transviados
os chilros de quem se faz à estrada. Os ruídos de quem se transforma numa mole transitória, incontornável e invisível na sua grandiosidade. São poucos os que notam porque são também poucos os que se lembram. E param, e sustêm a respiração para poder escutar. E descobrir que alguém lhe coloca uma questão vivida e sobresaída no seu caminho diligente. São crentes e referentes sempre da melhores fontes. Água fresca e reverente, santíssima crueza a que escorre sem que se possa parar. Comutar de pensamentos e sílabas travadas entre guerras cruzadas, permanentes e filtradas por imagens jazentes e reflectivas. Impeditivas. Sonoras. Tardias.imagem original para Revista Inútil #02-2010
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Amparados
os refolhos de um papel mal executado. Cambaleante na memória de quem o entregou, esfoliante na do que se quer esquecer. Entre panos e desagrados encantos, entre tintas homologadas e traços torcidos e pingados de um calor de luzes que nunca se desligam. nem o Sol se apaga, nem o olhar de desvia. Por um segundo ou terceiro ímpeto de raíz desconchavada, deturpada entre faixas de texto mal apanhado, entre refolhos pouco listos e sobrancelhas mal franzidas. Escondidas por detrás de ponto, uma palavra embaciada e retratada sem emoção, numa comoção de quem descobriu na plateia uma cabeleira conhecida num reconhecido trejeito contra uma lapela indesejada. São fitas. As do cabelo e as da garganta insaciável, a lágrima encontrada ao canto da trave, a nota esticada e tremida entre dois passos. Um para a frente e outro para baixo. Sem que ninguém o acuda.imagem original para Revista Inútil #02-2010
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Loreto-ay... ey


Em segredos de parafina, seguindo o toque de companhias antigas, um corredor de ideias moldadas, impresso. Esse o modelo que se profere, esse o momento que se distingue. Um ovo ou mais, um passo a menos, um tilintar e um sussurro desbatido. São imagens de um castanho que não se consome. Uma superfície que apenas se toca com o deslizar oleado de quem conhece há dois séculos o rumo dos pequenos modos.
sexta-feira, 15 de maio de 2009
Si'nga pura
Em termos de amizade, de passos de dança em saudade, de um termo temporal de distância. Sons mal escutados, bem descritos, ressoantes nas linhas de contacto e pelas sombras acima. São teus os nossos mementos. Restam-nos na memória um gosto particular a chuva e gargalhadas, a confissões e matérias atrasadas. Numa fuga para mundo hoizontais, num diálogo entre culturas tão próximas. Conhecem-se as tuas, procuras pelas minhas, as cantigas de que te falei. São os sabores os mesmos, a gente que não muda, não muito, não ali. No centro. Do mundo.
sexta-feira, 6 de março de 2009
TÉDe talks
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
conversas destravadas
quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
Olhares cruzados
Pernas sedentas de ar. Cabelos erguidos num dramático movimento de atenção pedante. Cinturas descaídas por falta de motivação para erguer es faldas de uma intimação. São pêras, meus senhores, essas que se despegam dos vossos queixares. São azuis, minhas lindas, esses vossos olhares. De frio sentidos, de odores compridos, lânguidos os gestos que se desprendem das vossas pestanas. Mas para quem se esticam elas, minhas senhoras, se ninguém vos reconhece nem o rosto nem o cambalear dos ombros? A quem se prometem lenta seduções pelo prescrutar do contorno dos vossos recortes, se quem vos mira por retorno são as vossas próprias sobrancelhas? A quem se dizem os dizeres da época, a quem se destinam os gulosos dedos escondidos nos bolsos das calças repertadas? São íntimos os olhares partilhados nas ruas, comuns os malfadares deixando rasto nas poças da rua. capito.lares os reflexos de uma vida refundida e revisitada entre pedaços de papel térmico, assinaturas e códigos. De barras?segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
Costas largas

Ideias feitas. Noções erradas, de espaço, de volume, de jeito e de perdura. Fundos falsos em panos crús. Sibilantes risadas entre perladas hegemonias. Madeixas de conversas. Perdidas entre sonetos trauteados por altifalantes. Na rua, tudo são famílias. Tudo são grupos de peddos e promessas. Retrocessos sobre agilidades de outrora. Molestadas pantomímias escorrdias em folhas de cartaz. Garrafais. Sedentas. vistas. omissas. perdidas para nunca mais encontrar. o caminho para casa.
domingo, 28 de dezembro de 2008
fora da lista

Quando tudo o que está à vista fica aquém do que poderia servir, restam poucos ideais por onde se poderia prender uma imaginação comprometida a um género desviado... Quando nem nos olham de frente, os dedos encaracolam no martírio que seria ter de vestir as imagens que outros poderão fazer do nosso gesto. São outras as músicas que me correm por detrás dos olhos, por favor desliguem a música do elevador.
sábado, 27 de dezembro de 2008
Conversas de piedeiro

Entre pernas cruzadas pelo frio, casacos dobrados sobre o peito, uma nesga de um sorriso trespassando os ganchos no cabelo... Sussurram vozes intrémulas por ente pequenos temas sem tréguas à vista. Restituem-se velhos valores, sentençam-se velhos clamores. Vivemos pela despedida, mas também por um restolhar que nos traz de volta o lenço amarrotado aos dedos do aceno. Assobiam-se temas perdidos entre linhas de falas translúcidas e torcidas por entre recolecções mal entendidas. Desenham-se prateleiras no ar enquantos se aquecem as mãos no bafo alheio. Sossegam-se as folhas sob a luz do apiedeiro. Cessa o vento que traz o combóio. Lá vem de novo a luz erguida no escuro que daqui nos partirá para mais um dia separado... da noite.
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
t'ais toi
ma filou, um bafo na janela sobre rodas de metal. Rasgam por entre tábuas e privilégios régios, regalos de quem os ouve, torcidos para qum os vê. De longe e a passar, a ganhar velocidade num frenesim inconstante, mofiento, mafioso, contrasensual e retorcido. São temas de uma actual idade de desprendimento. De desprezo, porque não, de desvalorizações. A moeda deixou de ter uma face real.domingo, 30 de novembro de 2008
retardatários
os momentos de espera infindável, de horários trocados, um dia torcido pela vâ confiança naquilo que mais rapidamente nos pode traír. A memória de quem nos rodeia, a lembrança do que é sentir um outro braço no ombro. São tortas as portas que nos fazem atravessa de tropeção, São tontas as gordas que nos enchem a razão. São vossas e não nossas, que de meu já temos todos pouco. Demasiado pouco. para demasiadas vontades.
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